Situação política e social do Brasil: um breve olhar

Publicado en SECCIÓN POLÍTICA D´CIMARRÓN 4

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Amauri Mendes Pereira (UFRRJ)

Joselina da Silva (UFRRJ)

Da silvaO dia 20 de novembro é celebrado como o dia da Consciência Negra no Brasil em memória ao grande líder negro do Zumbi do quilombo dos Palmares. Nesta ocasião inúmeras atividades festivas e debates analíticos são realizados nos mais diversos ambientes em todo o território nacional. Na véspera desta data, foi inaugurada na Câmara dos Deputados, na Capital Federal, uma exposição que além de celebrar a ocasião, também denunciava ações de violência racista de agentes do Estado brasileiro contra a população negra.

Dentre os cartazes, um demonstrava uma charge, de um cartunista famoso, em que se via um jovem algemado, caído ao chão e vestindo a bandeira brasileira. Ao seu lado, um policial que se afasta com uma arma ainda saindo fumaça.  Esta peça de arte servia como ilustração das inúmeras ações policiais que culminaram com o assassinato de jovens e crianças negras. Em meio às falas dos parlamentares presentes, na abertura da referida exposição ,o  deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP)  invadiu o ambiente e quebrou a referido peça. Diante de jornalistas, registros de celulares e outros perplexos parlamentares, o político deu curso à sua ofensiva, sem se conter, apesar de  tantas testemunhas.

Este fato, ocorrido em pleno século XXI, no ano de 2019, dá uma visão do que vem ocorrendo no Brasil atual. Forças anti democráticas tem se feito presentes em diversos âmbitos se apresentando em movimentos organizados de extrema direita ou em atitudes individuais que se manifestam de forma virulenta contra todas as pessoas que ousam expressar opiniões contrárias aos seus valores conservadores. Neste caudal, cresce a violência contra as mulheres e o racimo religioso.

Tem sido comum vermos ministros expressarem publicamente seus, antes recônditos, pensamentos anti democráticos, inclusive augurando o retorno da monarquia, derrubada em 1889. Não é difícil ouvir parlamentares que alardeiam as benesses e virtudes dos chamados “anos de chumbo” da ditadura militar, que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. Contraditoriamente, conhecidos torturadores desse período são homenageados em sessões solenes e saudados respeitosamente pelo mandatário da nação.

Texto completo aquí.

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