Sábado, 08 Agosto 2020

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Pueblos afrodescendientes

POLÍTICA

  • De la negritud a la etnización afroperuana

    De la negritud a la etnización afroperuana

    La racialización de las identidades políticas Por Vanessa Verástegui (Perú). Resumen La etnicización de las organizaciones afroperuanas se origina en la “Conferencia Mundial Contra el Racismo, Discriminación, Xenofobia y otras formas de Intolerancia”, en Durban (Sudáfrica 2001). Desde entonces, las organizaciones afroperuanas se reconocen como “afrodescendientes”, adscripción construida por los mismos autores (desde adentro) frente a la categoría racial “negro” (desde afuera) impuesta desde la colonia que, Aníbal Quijano, señaló como un sistema de racialización europea para denominar a los esclavos procedentes de África y los indígenas colonizados en América.  Es en la Declaración y en el Plan de Acción

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  • ¿Por qué se niega del carácter de pueblo a los afrodescendientes de las Américas?, siendo que lo son como tal.

    ¿Por qué se niega del carácter de pueblo a los afrodescendientes de las Américas?, siendo que lo son como tal.

    Por John Antón Sánchez (Ecuador) Instituto de Altos Estudios Nacionales IAEN Resumen El artículo sustenta la necesidad de que se le reconozca el carácter de pueblo a los afrodescendientes de acuerdo con el derecho internacional. Debate que más allá de razones de negación de dicho carácter dado el desconocimiento de la realidad antropológica de los afrodescendientes como una realidad cultural originaria de las Américas. La clave es concentrarse en las atribuciones que desde los instrumentos internacionales de derechos humanos existen para que una comunidad o grupo cultural sea considerado pueblo tribal o pueblo indígena. El texto reafirma que existe suficiente

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  • Reconocimiento constitucional para los afroperuanos. Una mirada comparada desde los países andinos

    Reconocimiento constitucional para los afroperuanos. Una mirada comparada desde los países andinos

    Por Cristina Echeverri-Pineda (Colombia). Desde 2014 se oficializó que junio de cada año sería el mes de la cultura afroperuana. Estas celebraciones son un espacio para fomentar la visibilidad y el reconocimiento de la población y la cultura afroperuana en la construcción de la nación en el país andino. Estas celebraciones, además, son un espacio que permite debatir la importancia del reconocimiento constitucional para las poblaciones afrolatinoamericanas y particularmente en el Perú. Así, en este texto pretendo reflexionar sobre el reconocimiento constitucional para afrodescendientes en los países de la región andina y, a partir de allí, resaltar que dicho reconocimiento

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  • Visibilizar: Estado y ciudadanía

    Visibilizar: Estado y ciudadanía

    Evelyne Laurent-Perrault (Venezuela). En principio la conceptualización filosófica e ideológica del Estado incluye el concepto de la ciudadanía. Dentro de este marco, el Estado tiene la obligación de proveer y hacer accesible los recursos que satisfagan las necesidades básicas de todos sus ciudadanos a las cuales todos tienen derecho. Las demandas por el reconocimiento de los derechos humanos han ido incorporando el concepto de equidad como la vía hacia la inclusión de todos. Un buen sistema educativo, una vivienda digna, salud, justicia, así como el derecho de mantener las culturas, entre otros, representan algunos derechos de los ciudadanos. Por su

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  • Valorizando todas las sangres: la importancia de incluir a los afroperuanos en la Constitución

    Valorizando todas las sangres: la importancia de incluir a los afroperuanos en la Constitución

    Por John Thomas III (Estados Unidos). A medida que Perú avanza hacia su Bicentenario, se reflexiona mucho sobre cómo ha evolucionado la identidad de la nación peruana desde su liberación por el general San Martín en 1821. Los pueblos andinos, amazónicos y afroperuanos han estado presentes desde los albores del país, abrazándose abiertamente y aceptando la rica diversidad de la nación peruana, sin embargo el logro de la identidad sigue siendo un esfuerzo complejo y continuo. El mismo país donde nace el sol inca y el río Amazonas continúa con altos niveles de desigualdad y pobreza en la sierra y

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  • Los pueblos afroperuanos y el convenio 169 de la OIT

    Los pueblos afroperuanos y el convenio 169 de la OIT

    Por Antonio Quispe (Perú). DENOMINACIÓN DE PUEBLO PARA LOS AFRODESCENDIENTES DERECHO A LA VIDA Y A LA DIGNIDAD HUMANA (A LA SALUD, A LA EDUCACIÓN, AL TRABAJO, A LA CREACIÓN CULTURAL, A LA ORGANIZACIÓN ÉTNICA Y AL PLURALISMO JURÍDICO) En esta oportunidad me corresponde, por solicitud de los regentes de este foro, y por mandato de mi conciencia, exponer en una cuantas líneas, la necesidad de plasmar en realidad nuestro viejo anhelo de ser llamados por nuestro nombre y tratados como tal. El enunciado que encabeza mi exposición, hace referencia a derechos fundamentales de todos los seres humanos, y que

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21 MARÇO 2020 Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial

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Núcleo Antirracista de Coimbra (Portugal).

Hoje é o Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial, em referência à luta anti-apartheid na África do Sul, em especial ao protesto pacífico organizado pelo Congresso Panafricanista, em 1960, com cerca de sete mil manifestantes, que resultou no “Massacre de Sharpeville”, quando 69 pessoas foram mortas e 186 feridas, sendo 50 mulheres e crianças. Actualmente, após 60 anos deste ato político de resistência, o 21 de Março tornou-se uma data significativa para as lutas dos Movimentos Antirracistas no Mundo.

Em Portugal, a partir de lutas de coletivos negros, deram-se algumas conquistas como a aprovação de dispositivos legais que proíbem a discriminação racial e propõem uma política antidiscriminatória, a saber a Lei nº 134/1999 e a Diretiva Europeia de Igualdade (2000). Contudo, mantém-se a urgência de mais ações governamentais, académicas, artísticas e activistas, para coibir práticas racistas e ampliar a aprovação de mais políticas públicas antirracistas e sua concretização como forma de enfrentar o racismo estrutural,  as desigualdades sociais e estabelecer, de facto, uma sociedade democrática.

E numa altura em que toda a atenção está concentrada no vírus que ameaça a humanidade - relações geopolíticas, medidas de prevenção, avanços científicos para a cura, proliferação de novas formas de solidariedade, fim da democracia, estado de emergência para alguns, e estado de guerra (biológica e de informação) para outros - torna-se urgente reflectir sobre a pandemia do coronavírus como uma questão relacionada às desigualdades sociais, e aos privilégios de classe e raça. Se para uns o discurso de guerra produz e legitima a violência, para outros ele é apenas a continuação de um estado de alerta e insegurança continuado ao longo de séculos.

Nós, Núcleo Antirracista de Coimbra, oscilamos entre leituras globais que nos permitem compreender as dinâmicas e motivações transcontinentais dessa “guerra”, e o foco em práticas locais de sobrevivência que evitem o aprofundamento do fosso das injustiças sociais. Porque desde que se instalou o estado de emergência em diferentes países da Europa, as paradas policiais por motivos étnico-raciais dispararam durante as respectivas quarentenas. A ausência de testemunhas no espaço público faz com que muitas vezes estas agressões do corpo de segurança do Estado sejam mais violentas contra pessoas racializadas, e são várias as queixas recebidas por colectivos antirracistas em Espanha e Itália. Em Portugal, os despejos no Bairro Alfredo Bensaúde, nos Olivais, em plena pandemia que exige o confinamento compulsivo no domicílio, deixou os moradores ciganos, sem qualquer aviso e alternativa habitacional, a dormir em carrinhas e tendas improvisadas nos patamares ou no exterior dos prédios do bairro, com crianças e bebés. Também temos a informação de 59 migrantes em quarentena na Escola Básica 2, 3 de Santo António do Alto, em Faro, sendo que seis já deram positivo para o novo Coronavírus.

Em Coimbra, já se tem notícias de despedimentos e pessoas que não terão o que comer até o final do mês, particularmente mulheres que trabalham em serviços de limpeza, majoritariamente negras. A situação também é precária para estudantes universitários que, diferentes de muitos outros da UC, não podem ir para suas casas com a suspensão das aulas, e ficam com uma fragilizada rede de apoio além de condições também precárias de habitabilidade e acesso à alimentação.

Torna-se urgente reforçarmos a nossa atenção às periferias racializadas, de forma a denunciar casos de intervenção violenta do Estado, e para que estejam instruídas sobre os seus direitos durante este período, uma vez que, tal como todos os cidadãos, apenas poderão circular na via pública para obtenção de cuidados de saúde, para assistência a terceiros, para o abastecimento de bens e serviços e finalmente para o desempenho de atividades profissionais.

Importa saber, quanto ao último aspecto, que grande parte das comunidades periféricas racializadas é composta por desempregados ou trabalhadores desprotegidos - entre ilegais, precários, informais, empregadas domésticas, freelancers, etc. - e para eles o isolamento social não é uma possibilidade: ou se fica vulnerável ao vírus, ou não se pagam as contas. As empregadas domésticas, maioritariamente negras, continuam a encher autocarros da madrugada durante a quarentena, e com o estado de emergência dependem cada vez mais de redes de apoio e de sobrevivência, tal como os sem-abrigo, comunidades ciganas vulneráveis, presidiários e outras camadas da sociedade que não têm os seus direitos humanos garantidos. 

Em determinados ambientes, hábitos de prevenção - como lavar as mãos, usar álcool gel e permanecer em isolamento social - tornam-se inviáveis para a população, e o estado de emergência requer activismo de emergência, já que vivemos um momento em que a democracia é posta em causa, e isso se traduz num crescente medo, pânico e insegurança, particularmente para as comunidades mais vulneráveis. E o Estado português, entre as suas ações emergenciais em tempo de Covid-19, precisa (e deve) colocar em prática políticas específicas para minimizar os efeitos nefastos da pandemia sobre essas comunidades. As cidadanias estão cada vez mais hierarquizadas, os acessos estão cada vez mais condicionados, a protecção do Estado prova ser, de forma cada vez mais flagrante, um privilégio de poucos. A ideia de “consciência de comunhão planetária e democrática” não nos assiste. Somos pela luta antirracista, local, participativa, solidária e de cooperação.

O decreto de estado de emergência, publicado no dia 18 de março de 2020 pelo Presidente da República de Portugal, indica o impedimento do nosso direito à resistência durante o estado de emergência - todo e qualquer ato de resistência ativa ou passiva às ordens emanadas pelas autoridades públicas competentes. No entanto, isso não se pode aplicar para comunidades cuja existência depende desse direito. Porque resistir não é somente um direito à existência, para alguns é uma condição de sobrevivência. Para aqueles cuja humanidade nunca foi posta em causa, é natural que produzam discursos condescendentes, e que traduzam este momento de quarentena como aquele de contemplação, emancipação espiritual ou fortalecimento intelectual. Mas como nem todos temos agora mais tempo para meditar ou ler um livro, é importante pensarmos em como se mede e afirma a humanidade de forma a que seja igual para todos. Isso implica reconhecer que todos temos o direito de participar activamente nas decisões públicas e políticas, e que, nesse caso, o humanismo não pode ser dissociado da resistência.

Precisamos continuar a lutar por um humanismo radical e emancipatório, desde os nossos bairros, aldeias e cidades mas, com impacto nos nossos países, continentes e no mundo. Precisamos de uma luta activista digna, local e global, que participe na tomada de decisões em assuntos públicos que nos dizem respeito, como saúde, trabalho e autonomia sobre os nossos corpos. 
Nesse sentido, estamos criando condições para o estabelecimento de uma rede de solidariedade, que possa garantir alimentos mantas, roupas, habitação e dinheiro para as comunidades menos favorecidas e, esperamos, contar com apoio e dedicação de todxs na luta contra a discriminação racial durante esta pandemia.

Núcleo Antirracista de Coimbra

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